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Internacional 10/12/12

Lua de Mel em Punta Cana

Punta Cana é destino de muitos casais brasileiros em Lua de Mel, era tanta gente comentando ir para lá que resolvi conhecer nas minhas férias. Dá para entender porque a República Dominicana virou a opção de muitos casais: tem uma estrutura de resorts enormes em sistema all-inclusive e é mais barato (ou menos caro) do que viajar para os resorts de luxo do nordeste brasileiro. Para ser bem sincera, comparando com os resorts de luxo que já fomos aqui no Brasil, preciso dizer que eu e meu marido achamos melhor alguns dos hotéis que já fomos por aqui, especialmente a parte da comida. De qualquer forma, eu considero resort a melhor opção para lua de mel, para realmente descansar do turbilhão de emoções dos preparativos e festa de casamento e curtir o marido sem horário para acordar, sem compromisso, sem passeios cansativos. E a vantagem de ir para o Caribe, além do mar azul, é poder esticar a viagem para Miami ou Panamá, lugares de conexão da maioria dos pacotes, e assim fazer uma viagem 50% resort-descansar, 50% cidade – passeios culturais e compras. Nós fizemos Punta Cana e Miami, foi uma delícia e abaixo conto um pouco como foi em Punta Cana.

Paradisus Palma Real Resort

Pelo o que pesquisei antes de viajar, dentre os resorts com sistema all-inclusive, o Paradisus Palma Real foi o que achei melhor para casais em lua de mel (Ricardo Freire do Viaje na Viagem já se hospedou em 15 hotéis em Punta Cana e mostrou todos). Vale a pena dizer que há opções mais luxuosas no Caribe (St. Barths, Turks and Caicos) e mesmo em Punta Cana, para quem busca algo mais exclusivo, porém sem sistema all-inclusive e com preços bem mais altos. No Paradisus Palma Real são 554 quartos e a maioria dos hóspedes são americanos e espanhóis. Viajamos em Novembro, época que ainda é baixa temporada (alta temporada de Dezembro à Abril), portanto estava vazio e tranquilo. A dica que acho imprescindível para casais em lua de mel é: pague mais caro mas fique nos quartos do Royal Service. Sendo bem sincera com vocês, se eu não tivesse ficado nos quartos do Royal Service eu não teria gostado tanto porque como os resorts são grandes e muito barato para os americanos, em geral tem um monte daqueles grupos de adolescentes que vão para beber muito (tipo viagem de formatura para Porto Seguro…), ou mesmo famílias inteiras cheias de crianças, cenário que não combina com lua de mel.

Já no Royal Service o cenário era diferente: os hóspedes têm uma piscina exclusiva, na qual não entra crianças. Nada contra crianças, mas em lua de mel quando você quer ficar com o marido deitada numa cadeira, lendo um livro, tirando um cochilo, faz muita diferença o ambiente ser tranquilo. Na praia também tinha uma área exclusiva Royal Service com bar de sucos e drinques e as cadeiras da praia e da piscina eram estilo cama, enormes, uma delícia de ficar deitada. Os hóspedes do Royal Service também têm um mordomo à disposição, o qual te apresenta o hotel, faz as reservas nos restaurantes para você, faz até a reserva das cadeiras de praia e piscina (você não precisa correr para pegar cadeira boa, isso é ótimo!), resolve todas as suas dúvidas e solicitações. Ele providencia coisas como banho especial, champanhe e morangos com chocolate no quarto…. :-) Isso tudo sem custo extra, podia pedir todos os dias se quisesse. O SPA é pago à parte mas valeu a pena, é lindo e uma das melhores massagens que já fiz na vida!

Gastronomia

O hotel tem 08 restaurantes e isso achei ótimo porque você pode cada noite jantar num restaurante diferente e não come sempre a mesma coisa (veja todos os restaurantes e dress code no site do hotel). O restaurante Naos é o maior, em esquema buffet, fuja. Não achei a comida interessante por lá. Hóspedes do Royal Service têm um restaurante exclusivo, o Palazzo, ondem sempre tomavámos café da manhã e almoçávamos, lá a comida era maravilhosa (maioria das fotos abaixo, exceto a última). Adorava as mini porções em potinhos, que possibilita você pegar um pouquinho de cada coisa, e a massa nero de sépia com camarões e lagostins, comi em 3 almoços de tanto que gostei. Para o jantar há mais opções como o Teppanyaki, o japonês, o Gabi Beach (onde você pode comer lagosta) e até o Passion, do Chef Martin Berasategui, 7 estrelas no guia Michelin – este restaurante é pago à parte, USD40,00 por pessoa (valor de Nov/2012), uma opção para um jantar mais sofisticado.

Vale dizer também que apesar do hotel ser all inclusive, não é como os resorts aqui do Brasil que você fica comendo o dia inteiro com petiscos na praia e piscina. Lá era realmente só as 03 principais refeições, café da manhã, almoço e jantar. Na praia e piscina tem drinques alcóolicos à vontade mas não comida. Hóspedes Royal Service tinham alguns petiscos na recepção exclusiva.

Passeios

Não fiz o passeio de tirar fotos com golfinhos, desculpe gente, mas não tive vontade de pagar para tirar foto com um golfinho treinado para dar beijo que faz isso repetidas vezes com centenas de turistas por dia. Se for seu sonho tirar foto com golfinho, vai lá! Pelo o que me contaram, o passeio dura cerca de 03 horas, custa USD145,00 por pessoa, você entra na água com um grupo de 08 pessoas por vez e cada um tem seu tempo com o golfinho. E você não pode tirar foto com sua câmera e sim tem que comprar as fotos que eles tiram, cerca de USD60,00 pelas fotos.

Fiz o passeio para a praia Juanillo em Cap Cana, considerada a mais bonita da região. O passeio dura o dia inteiro e custa cerca de USD185,00 por pessoa. Começa com um passeio de catamaran para conhecer a nova marina de Cap Cana (essa foi a parte que odiei, com música muito alta, tocando Michel Teló, na minha opinião eles erram tocando música brasileira para brasileiros, se estamos no Caribe, deveriam tocar músicas caribenhas e servir drinques locais…). Depois ficamos 1h30m na praia de Juanillo e ali sim foi lindo. A praia é tão linda que dezenas de noivas vão lá tirar fotos todos os dias, lógico que eu tinha que encontrar noivas né?! Cada casal tinha cadeiras de guarda sol privativos, bebidas e comidinhas, uma excelente estrutura. Depois da praia fomos almoçar no restaurante El Farallon (incluso no passeio, com lagosta, mas achei mediano) e por fim ida ao Hoyo Azul, um poço de água doce e cristalina onde podemos mergulhar. Apesar da água gelada é muito lindo! Valeu super a pena!

Encontrei várias leitoras do blog em lua de mel em Punta Cana, todas umas queridas, beijos para todas!

Hora de dizer tchau e partir para Miami, conto tudo nos próximos posts.

Sempre me perguntam se organizei tudo sozinha ou através de agência. Desta vez a viagem foi comprada através da agência Be Happy Viagens, especializada em Lua de Mel, que cuidou das passagens, reserva de hotel e transfer privativo.



Internacional 9/07/11

Lua de Mel na Capadócia | Turquia

Última cidade de nossa viagem pela Grécia e Turquia, chegamos na Capadócia.  A palavra que melhor defini a Capadócia é “surreal“.  A paisagem é de superfície lunar, repleta de formações geológicas que foram resultado de ações vulcânicas e erosão, enfim, uma cidade de rochas e cavernas.

Chegamos no fim da tarde e já paramos para fotos com as chaminés de fada, quer nome mais bonitinho? rs! Essa formação rochosa é totalmente criada pela natureza, não foi o homem quem esculpiu ou colocou uma pedra em cima.

No dia seguinte, a grande experiência que todos que vão para Capadócia devem fazer: passeio de balão. Acordamos às 04:30h da manhã porque o passeio é bem cedinho, com o nascer do dia. Para as pessoas que tem medo, não se preocupem, eu achei super seguro! Nosso piloto tinha 25 anos de experiência, além de falar fluente inglês, francês e português.  O voo foi maravilhoso, mal dá para sentir o balão levantando do chão, não balançou nadinha durante o voo e o pouso foi perfeito! Pela foto abaixo da gente dentro do balão dá para vocês verem minha alegria né?! Eu realmente estava muito feliz, achei uma experiência única, passear de balão descobrindo todas as paisagens da Capadócia. São mais de 100 balões com permissão de voo na Capadócia, imagina o céu que lindo! E tudo termina com um brinde de champanhe após o voo.

Próxima parada, o Parque Nacional de Göreme, declarado patrimônio mundial pela Unesco. É lá a maior concentração de caverna e igrejas que datam do século V ao XII.

Agora imaginem uma cidade subterrânea de até 8 andares onde viviam até 2.500 pessoas cristãs se escondendo das perseguições romanas. 4 dos andares são abertos à visitação e é absolutamente incrível saber como desde aquela época já tinham tamanho conhecimento arquitetônico.

Ainda passeando pela região da Capadócia, fomos numa fábrica de tapetes onde foi absolutamente incrível conhecer todo o processo desde o começo e outros cenários surreais.

Não falei ainda sobre a hospedagem… vocês já perceberam que a Capadócia é a região das cavernas, então fique numa caverna! Há vários hotéis cavernas na região, para você ter a experiência completa. O mais luxuoso de todos, Museum Hotel Cappadocia, não tinha mais lugares disponível quando fui. Fiquei então no hotel boutique Yusuf Yigitoglu Konagi (não sei pronunciar o nome até hoje, rs!), uma antiga residência do século 19 com objetos preservados da tradição otomana. E a comida era deliciosa.

Um dia para não esquecer.

Fotos: Fernanda Floret



Internacional 6/07/11

Lua de Mel na Turquia | Istambul

No café da manhã há sempre azeitona, pepino e tomate, 99% de população é mulçumana, imensa maioria jovem, o povo adora futebol, o trânsito é pior do que São Paulo e os motoristas de táxi são estressados (rs!), os doces com pistache são de comer ajoelhada, o visual das mesquitas no horizonte é lindo, a competição com a Grécia é enorme, a cultura é riquíssima. Já foi Constantinopla e Bizâncio, hoje é Istambul. Chegamos na Turquia!

(Multidão de jovens na rua, já era meia noite!)

O dia começou com um city tour pelo Hipódromo Romano, o Obelisco Egípcio, a Coluna Serpentina e a Fonte Alemã, a Mesquita Azul (absolutamente linda e única com seis minaretes) e a Basílica de Santa Sofia. Mas sem dúvida o mais interessante de andar por Istambul é ver a mistura de culturas na rua, afinal a cidade é dividida uma parte na Europa e outra na Ásia, quer coisa mais interessante que isso? Depois do tour a guia nos levou para uma loja de cerâmica e eu confesso que adorei. Quando viajo sempre procuro comprar algum objeto realmente bonito para minha casa, e não aqueles souvenires qualquer. Adorei ter um prato de cerâmica turca cheia de tradição para agora chamar de meu. Com a tarde livre, partimos para o Grand Bazar, construído no século XV, com mais de 54 mil metros quadrados e quatro mil lojas, é o maior bazar coberto do mundo, e eu estava louca para desvenda-lo. Na verdade a melhor coisa foi ter ido com a guia porque com tantas lojas é impossível você saber quais tem produtos bons e preços justos ou não. Ela nos levou numa loja de pashmina chamada Seda Tekstil, loja que é inclusive indicada no guia de viagem da Louis Vitton, me acabei de tanto comprar pashminas maravilhosas para mim e de presente para todo mundo!

Do Grand Bazaar fomos caminhando até o Mercado das Especiarias, que é de enlouquecer de tanta alegria. Eu nem sou muito de cozinhar, mas como não amar aquela mistura de aromas, sabores, cores e vendedores simpáticos? Foi lá também que provei a primeira (segunda e terceira) Baklava, doce dos mais típicos da Turquia, cheio de mel e pistache, uma maravilha. Aproveitamos a dica de almoçar num restaurante típico que fica na saída do Mercado de Especiarias chamado Pandeli (desde 1901). Durante a noite não tive sorte. Eu havia lido em muitos blogs e revistas a indicação do restaurante/ baladinha 360°, um lugar com uma bela vista da cidade para jantar e após a meia noite vira pista de dança. Bem que quando pedi para a recepção do hotel fazer a reserva eles disseram não recomendar, mas ignorei e insisti na reserva, afinal todo mundo só falava bem! Nem eu nem Mauro gostamos: atendimento péssimo, comida sem graça, exageradamente caro e cheio de turistas. Quanto à vista da cidade, na verdade vários lugares da cidade tem uma vista bonita, deveríamos ter ido no que o hotel indicou que tem a mesma vista mas atendimento e comida bem melhor, Leb-i derya, fica para próxima.

No dia seguinte já estava programada nossa viagem para Ancara (capital da Turquia) e depois Capadócia (terá post em separado). Depois ainda voltamos para um dia extra em Istambul, no qual queríamos ter ido ao Palácio TopKapi mas era justo o dia em que ele estava fechado, também ficou para próxima. Então resolvemos andar calmamente descobrindo a cidade. Fomos até Ortaköy, bairro cheio de lojinhas, artesanato, bares e restaurantes, amei. Fomos na Cisterna (palácio subterrâneo), uma das coisas mais impressionantes que já vi, um passeio com música clássica e 332 colunas de muita história. Já que estávamos perto de Santa Sofia, fomos conhecer a rua Sogukçesme Sokagi, uma ruela de casas tradicionais de madeira dos séculos 18 e 19 e vários cafés charmosos por perto.

Ficamos hospedados no Hotel Marmara Taksim, que foi ótimo e super bem localizado, mas se seu bolso permitir, não perca a oportunidade de ficar no Çiragan, uma antigo palácio transformado em hotel na beira do Bósforo. Um sonho. Se não der para se hospedar lá, não faz mal, vá numa tarde para o chá, das 15 às 19h. Imperdível. Comida maravilhosa, chá, champanhe para brindar a viagem maravilhosa. E como comer pouco e bobagem, terminamos nossa última noite no restaurante Topaz, o melhor que fomos em Istambul, Topaz, com atendimento perfeito e vista para o Bósforo.

Achamos pouco tempo em Istambul (2 dias inteiros), havia muito mais para ser visto, explorado, experimentado. Mas o que vivemos lá foi intenso, a cidade é linda. Próxima parada, Capadócia.

Fotos: Fernanda Floret