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Internacional 9/07/11

Lua de Mel na Capadócia | Turquia

Última cidade de nossa viagem pela Grécia e Turquia, chegamos na Capadócia.  A palavra que melhor defini a Capadócia é “surreal”.  A paisagem é de superfície lunar, repleta de formações geológicas que foram resultado de ações vulcânicas e erosão, enfim, uma cidade de rochas e cavernas.

Chegamos no fim da tarde e já paramos para fotos com as chaminés de fada, quer nome mais bonitinho? rs! Essa formação rochosa é totalmente criada pela natureza, não foi o homem quem esculpiu ou colocou uma pedra em cima.

No dia seguinte, a grande experiência que todos que vão para Capadócia devem fazer: passeio de balão. Acordamos às 04:30h da manhã porque o passeio é bem cedinho, com o nascer do dia. Para as pessoas que tem medo, não se preocupem, eu achei super seguro! Nosso piloto tinha 25 anos de experiência, além de falar fluente inglês, francês e português.  O voo foi maravilhoso, mal dá para sentir o balão levantando do chão, não balançou nadinha durante o voo e o pouso foi perfeito! Pela foto abaixo da gente dentro do balão dá para vocês verem minha alegria né?! Eu realmente estava muito feliz, achei uma experiência única, passear de balão descobrindo todas as paisagens da Capadócia. São mais de 100 balões com permissão de voo na Capadócia, imagina o céu que lindo! E tudo termina com um brinde de champanhe após o voo.

Próxima parada, o Parque Nacional de Göreme, declarado patrimônio mundial pela Unesco. É lá a maior concentração de caverna e igrejas que datam do século V ao XII.

Agora imaginem uma cidade subterrânea de até 8 andares onde viviam até 2.500 pessoas cristãs se escondendo das perseguições romanas. 4 dos andares são abertos à visitação e é absolutamente incrível saber como desde aquela época já tinham tamanho conhecimento arquitetônico.

Ainda passeando pela região da Capadócia, fomos numa fábrica de tapetes onde foi absolutamente incrível conhecer todo o processo desde o começo e outros cenários surreais.

Não falei ainda sobre a hospedagem… vocês já perceberam que a Capadócia é a região das cavernas, então fique numa caverna! Há vários hotéis cavernas na região, para você ter a experiência completa. O mais luxuoso de todos, Museum Hotel Cappadocia, não tinha mais lugares disponível quando fui. Fiquei então no hotel boutique Yusuf Yigitoglu Konagi (não sei pronunciar o nome até hoje, rs!), uma antiga residência do século 19 com objetos preservados da tradição otomana. E a comida era deliciosa.

Um dia para não esquecer.

Fotos: Fernanda Floret



Internacional 6/07/11

Lua de Mel na Turquia | Istambul

No café da manhã há sempre azeitona, pepino e tomate, 99% de população é mulçumana, imensa maioria jovem, o povo adora futebol, o trânsito é pior do que São Paulo e os motoristas de táxi são estressados (rs!), os doces com pistache são de comer ajoelhada, o visual das mesquitas no horizonte é lindo, a competição com a Grécia é enorme, a cultura é riquíssima. Já foi Constantinopla e Bizâncio, hoje é Istambul. Chegamos na Turquia!

(Multidão de jovens na rua, já era meia noite!)

O dia começou com um city tour pelo Hipódromo Romano, o Obelisco Egípcio, a Coluna Serpentina e a Fonte Alemã, a Mesquita Azul (absolutamente linda e única com seis minaretes) e a Basílica de Santa Sofia. Mas sem dúvida o mais interessante de andar por Istambul é ver a mistura de culturas na rua, afinal a cidade é dividida uma parte na Europa e outra na Ásia, quer coisa mais interessante que isso? Depois do tour a guia nos levou para uma loja de cerâmica e eu confesso que adorei. Quando viajo sempre procuro comprar algum objeto realmente bonito para minha casa, e não aqueles souvenires qualquer. Adorei ter um prato de cerâmica turca cheia de tradição para agora chamar de meu. Com a tarde livre, partimos para o Grand Bazar, construído no século XV, com mais de 54 mil metros quadrados e quatro mil lojas, é o maior bazar coberto do mundo, e eu estava louca para desvenda-lo. Na verdade a melhor coisa foi ter ido com a guia porque com tantas lojas é impossível você saber quais tem produtos bons e preços justos ou não. Ela nos levou numa loja de pashmina chamada Seda Tekstil, loja que é inclusive indicada no guia de viagem da Louis Vitton, me acabei de tanto comprar pashminas maravilhosas para mim e de presente para todo mundo!

Do Grand Bazaar fomos caminhando até o Mercado das Especiarias, que é de enlouquecer de tanta alegria. Eu nem sou muito de cozinhar, mas como não amar aquela mistura de aromas, sabores, cores e vendedores simpáticos? Foi lá também que provei a primeira (segunda e terceira) Baklava, doce dos mais típicos da Turquia, cheio de mel e pistache, uma maravilha. Aproveitamos a dica de almoçar num restaurante típico que fica na saída do Mercado de Especiarias chamado Pandeli (desde 1901). Durante a noite não tive sorte. Eu havia lido em muitos blogs e revistas a indicação do restaurante/ baladinha 360°, um lugar com uma bela vista da cidade para jantar e após a meia noite vira pista de dança. Bem que quando pedi para a recepção do hotel fazer a reserva eles disseram não recomendar, mas ignorei e insisti na reserva, afinal todo mundo só falava bem! Nem eu nem Mauro gostamos: atendimento péssimo, comida sem graça, exageradamente caro e cheio de turistas. Quanto à vista da cidade, na verdade vários lugares da cidade tem uma vista bonita, deveríamos ter ido no que o hotel indicou que tem a mesma vista mas atendimento e comida bem melhor, Leb-i derya, fica para próxima.

No dia seguinte já estava programada nossa viagem para Ancara (capital da Turquia) e depois Capadócia (terá post em separado). Depois ainda voltamos para um dia extra em Istambul, no qual queríamos ter ido ao Palácio TopKapi mas era justo o dia em que ele estava fechado, também ficou para próxima. Então resolvemos andar calmamente descobrindo a cidade. Fomos até Ortaköy, bairro cheio de lojinhas, artesanato, bares e restaurantes, amei. Fomos na Cisterna (palácio subterrâneo), uma das coisas mais impressionantes que já vi, um passeio com música clássica e 332 colunas de muita história. Já que estávamos perto de Santa Sofia, fomos conhecer a rua Sogukçesme Sokagi, uma ruela de casas tradicionais de madeira dos séculos 18 e 19 e vários cafés charmosos por perto.

Ficamos hospedados no Hotel Marmara Taksim, que foi ótimo e super bem localizado, mas se seu bolso permitir, não perca a oportunidade de ficar no Çiragan, uma antigo palácio transformado em hotel na beira do Bósforo. Um sonho. Se não der para se hospedar lá, não faz mal, vá numa tarde para o chá, das 15 às 19h. Imperdível. Comida maravilhosa, chá, champanhe para brindar a viagem maravilhosa. E como comer pouco e bobagem, terminamos nossa última noite no restaurante Topaz, o melhor que fomos em Istambul, Topaz, com atendimento perfeito e vista para o Bósforo.

Achamos pouco tempo em Istambul (2 dias inteiros), havia muito mais para ser visto, explorado, experimentado. Mas o que vivemos lá foi intenso, a cidade é linda. Próxima parada, Capadócia.

Fotos: Fernanda Floret



Internacional 3/07/11

Lua de Mel na Grécia | Santorini

Kali mera é como se diz bom dia em grego. Acredito que não tem como o dia não ser bom em Santorini. Sempre nas listas dos melhores destinos para lua de mel, Santorini é uma ilha vulcânica em forma de lua crescente, com aquele mar azul lindo e casinhas brancas construídas no penhasco, comida deliciosa (pense num bom peixinho, bom azeite, boa salada), tranquilidade e o pôr do sol mais famoso do mundo.

Tenho várias dicas que vocês poderão ler abaixo, mas com certeza a melhor dica em Santorini é: fique em Oía (pronuncia-se Ía), especialmente se você estiver em lua de mel. Oía fica na ponte norte da ilha e é lá que acontece a vista do pôr do sol. É lá também que tem o visual que vemos nas fotos e revistas, das casinhas brancas, do charme. É lá que se encontram os melhores restaurantes. E lá as ruazinhas são só para pedestres, estreitas, portanto bem complicado de você ir de carro e estacionar perto. Os hotéis em Oía são mais caros do que no restante da ilha, mas vale cada centavo, você nem vai querer sair de lá. Passamos 3 noites e as 3 fomos assistir ao pôr do sol. Simplesmente um paraíso. Ficamos hospedados no La Perla Villas com quartos bem típicos e incrustados nas rochas, mas se você quer mais luxo, recomendo o Mystique, Katikies ou Kirini.

(café da manhã na varanda do nosso quarto)

No primeiro dia alugamos um carro pequeno para conhecer toda a ilha. Como não somos um casal que fica muito tempo na praia tomando sol (preciso preservar minha pele branquinha, rs!), num mesmo dia fomos em todas as praias.  Pegamos o carro em torno das 10h da manhã e fomos para Kamari, a praia que mais gostei. Não sei se podemos dizer exatamente praia, como é uma ilha vulcânica, as praias não são de areia fina como estamos acostumados e sim de pedrinhas. Kamari é do “grupo” de praias de areia preta, ou melhor, pedrinhas pretas. Por lá uma boa variedade de restaurantes para o almoço também. Em seguida fomos para Perissa e Perivolos, ambas também praias de areia preta.

Após passear um pouco de carro por Megalochori (o ponto mais alto da ilha) e Pyrgos (região das vinícolas), fomos rumo à Red Beach, a praia de areia vermelha. Nessa praia, diferente das praias de areia preta, não há estrutura de cadeiras e guarda sol, você precisa fazer uma pequena trilha para chegar à praia. Em seguida pegamos o carro novamente e andando no sentido do farol, achamos uma lojinha linda que vendia produtos regionais – ah, que arrependimento não ter comprado nenhum azeite!

No fim da tarde fomos passear pela capital da ilha, Firá. Lá tem uma vista linda para a cratera e a ilha de Néa Kaméni. Lá que tem as mulas, que são símbolo da cidade, que trazem os turistas dos navios que ancoram no porto e sobem para passear pela cidade (há o bondinho também, bem melhor, só citei as mulas porque são símbolo!) e muitas, muitas lojinhas. Mas sendo sincera, nem gostamos muito porque as lojinhas e restaurantes de Oía são bem melhores, então fomos embora logo assistir ao pôr do sol ;-) Devolvemos o carro no mesmo dia.

Escolhemos fazer um passeio de barco no segundo dia e foi excelente, afinal já que as praias são de pedrinhas e não dá para aproveitar muito, passe seu dia no mar! Existem várias opções de passeios, obviamente com variações de preços e conforto. A opção mais barata (EUR 33,00 por pessoa) é um barco que leva até 70 turistas e o almoço não está incluso. Escolhemos uma opção mais cara morrendo de medo de estarmos gastando dinheiro à toa, mas adoramos o dia! Custou EUR 135,00 por pessoa mas o barco é maravilhoso, haviam apenas 4 casais e um almoço delicioso incluindo salada, camarões e bisteca de porco. O passeio de 5h de duração também incluia paradas para mergulho de snorkel, foi um dia delícia. Voltamos a tempo de ficar um pouco na piscina do hotel e assistir mais um pôr do sol deslumbrante.

O terceiro dia foi reservado para ficar passeando e tirando fotos em Oía. ;-)

Os restaurantes também merecem destaque em Santorini. Nosso primeiro jantar foi no Restaurante Ambrosia, o qual amamos tanto que vou comentar abaixo na “a melhor dica”.  O segundo jantar foi no “irmão” do Ambrósia, o Nectar and Ambrosia, comida divina e ainda fomos brindados com uma noite de eclipse lunar, foi muito especial. Gostamos tanto da comida que almoçamos lá novamente no último dia. Na terceira noite fomos ao 1800, o qual li a indicação em vários blogs e guias. Fica no topo de uma casa e é bastante premiado. Foi de lá que assistimos ao pôr do sol da terceira noite, com direito a taça de champanhe, muito chique. O peixe estava ótimo, tudo estava ótimo, mas eu havia amado tanto os restaurantes das noites anteriores que não consegui adorar o 1800. Faça reserva em todos os 3 antes de ir (eu já saí do Brasil com eles 3 reservados!)

O restaurante Ambrosia foi não só o que mais gostamos em toda a viagem como entrou para nosso top 5 de lugares que mais gostamos de ter jantado! Não é só a comida que vale mas toda a experiência: atendimento perfeito, um bom vinho e o lugar… ah, o lugar (suspiros)! Do alto de um penhasco, uma casa com poucos lugares, mesinhas na varanda debruçada para o mar azul, a noite caindo, a lua cheia, um jantar com a iluminação apenas da vela e da lua. Uma vista sem igual. Foi um momento único, terminando com uma tacinha de vinsanto (o vinho de sobremesa típico de Santorini).

Ao final do terceiro dia fomos para o aeroporto de Santorini, onde pegamos um voo para Atenas e de lá para Istambul, Turquia. Cenas do próximo capítulo.

Fotos: Fernanda Floret



Internacional 30/06/11

Lua de Mel na Grécia | Mykonos

Dizem que Mykonos é a ilha das celebridades, da badalação, das festas. Dizem também que uma viagem é o que o casal faz dela. Para mim Mykonos foi romântica, foi um paraíso. Aquele mar azul, aquele peixe grelhado, as igrejinhas brancas, passear no centrinho à noite, eu amei tudo.  Nos hospedamos no Myconian Ambassador, que foi um dos melhores hotéis da viagem, lindo e com atendimento perfeito. Passamos 3 noites em Mykonos que valeram cada segundo.

Já vou começar o post com a melhor dica porque fica mais fácil entender todo o resto: alugue um carro. Um carro pequeno. Nós alugamos um Smart :-) Mykonos é uma ilha cheia de praias lindas e diferentes uma das outras. Vale a pena conhecer cada uma delas e a melhor forma é com a liberdade de ter seu próprio carro para poder ir e vir na hora que quiser. Há apenas 31 táxis na ilha inteira, o que é um número muito baixo para a quantidade de turistas especialmente na temporada, portanto depender de táxi significa muitas vezes ter que esperar mais de 1 hora! Seu hotel pode providenciar o aluguel do carro assim que você chegar na ilha, há muitas empresas de aluguel. Assim você pode conhecer todos os locais abaixo.

Já  com carro, pegue o mapa da ilha e planeje quais praias vocês irão conhecer em cada dia.

Começamos com a Agios Sostis, também conhecida como Kiki’s Beach, uma praia paradisíaca, tranquila, vazia, ainda sem os serviços de guarda sol, cadeira e música alta, enfim, uma pérola. Lá tem o melhor restaurante que experimentamos em Mykonos: um restaurante que funciona sem eletricidade, numa casa simpática, com saladas maravilhosas e grelhados. Me prometam que se forem até Mykonos, irão neste lugar!!

Perto de Agios Sostis encontra-se a praia Panormos, o lugar que na minha opinião será a próxima praia a entrar “na moda” na ilha. Linda e com um serviço de praia super bacana. Atravessamos a ilha no sentido sul e ainda no mesmo dia fomos na praia Elia e Kalo Livadi, ambas super jovens e essas sim cheias de cadeira de praia, esporte aquático e um pouco de agito.

No dia seguinte a praia que escolhemos para descansar e almoçar foi a Paraga, outra praia pequena e tranquila com um restaurante simples e tradicional, a Taverna Nikolas, onde você pode comer uma boa salada, comida bem tradicional grega ou um peixinho do dia. Sabe aquele dia simples e perfeito?

Ao lado da Paraga tem a praia Paradise, talvez a mais conhecida de todas, a mais agitada, o lugar onde o dia inteiro toca música alta e as pessoas dançam em cima das mesas, pura festa. Do outro lado, Platys Gialos com vários bares, restaurantes e hotéis (era a praia do meu hotel, mas eu não gostei muito), e seguindo um pouco mas você chega em Psarou, a praia onde estacionam os barcos de luxo, se é que vocês me entendem. Lá tem um restaurante famoso, o Nammos, vale a pena fazer uma reserva para o jantar. Após às 21h, eles colocam tapetes na areia e montam as mesas ali mesmo, na areia, pertinho do mar, a luz de velas :-)

Todos os dias à noite a gente ia para Chora, o centrinho de Mykonos, lugar perfeito para o pôr do sol, para jantar, para passear e comprinhas. Dos lugares que comemos por lá, o Aqua tem excelente localização em Little Venice com vista para os moinhos e o mar e serve uma boa pasta, mas achamos mais caro do que merece. O Nautilus é comandado por um grego muito simpático e serve um excelente peixe grelhado do dia. Bem caro também, mas saí feliz. E o turístico Taverna Nikos é uma boa surpresa, comida boa e preço justo.

Vista noturna da varanda do nosso quarto:

De Mykonos fomos para Santorni de Ferry Boat. Mostro tudo no próximo post.

Fotos: Fernanda Floret